Os Segredos de Nova York – Downtown

Quando os néons e LEDs de Times Square começarem a cansar a vista e você precisar tirar uma folga das multidões das calçadas de Midtown, é a hora de passear em Downtown. Na parte baixa de Manhattan os prédios são baixos e a densidade demográfica é mais encarável. E se você é desses/dessas que curtem garimpar lojinhas diferentes, bares e cafés transadinhos, talvez não queira nunca mais sair daqui… eu não sairia !

Lower East Side é um antigo reduto de imigrantes que vem se transformando vertiginosamente. A noite de lá é uma das mais animadas de Manhattan, mas é ao amanhecer, quando o sol começa a aparecer que a LES me atraia mais.

Longe dos prédios altíssimos, da correria dos engravatados e de todo o glamour nova iorquino se encontra o bairro, que possui o charme dos prédios antigos que eram habitados pelos imigrantes.

O Lower East Side é cheia de lojas de roupas da moda, cafés, padarias e galerias de arte, mas os vestígios da vida dos imigrantes permanecem em restaurantes como Katz Deli , ‘Pickles Guss , eo Market Street Essex . De dia vale a pena caçar as lojinhas independentes, com pit stops para reabastecimento no café ou barzinho.

Quem passa pela fachada do número 302 da Bowery st, no Lower East Side, nem desconfia que ali, em meio aos revendedores de equipamento de cozinha está a loja da estilista de Sex and the CityPatricia Field. Seus figurinos fizeram um marco na história da moda e das sitcoms.

Tenement Museum reproduz as condições de moradia dos imigrantes do início do século 19.

A noite no Lower é uma das mais animadas de Manhattan.  O lugar ferve.  São centenas de bares, cafés, clubes e restaurantes, espalhados por praticamente todas as ruas do bairro. Bota o agito da Lapa e do Baixo Gávea, no Rio, e da Vila Madalena, em Sampa, no chinelo.

O Lower East Side é cenário do clipe da música ” what’s my name? ” da Rihanna

As mansões e lojas da Bowery haviam dado lugar a bordéis , choperias alemães , lojas de penhor e cortiços. Na década de 1890,  ela era um centro de prostituição,  de uísque, e vagabundos. Os flophouses sobreviveram, mas agora eles estão cercados por lounges com celebridade e  lofts multi-milionário e não para de abrir lugares da moda.

Este foi o primeiro Jardim comunitário em Nova York, fundada em 1973, é localizado na esquina nordeste do Bowery e ruas de Houston. Durante a década de 70 muitos edifícios foram abandonados e demolidos. Em 1973, um residente local chamado Liz Christy e um grupo de ativistas de jardinagem conhecidos como A Guerrilha Verde foram plantar floreiras em terrenos baldios com semente de árvore nos poços da área. Eles viram nos terrenos um grande potencial para jardim e em dezembro foi para a cidade para encontrar uma maneira de ganhar o uso oficial da terra. Voluntários transportaram os lixos e os entulhos para fora, espalharam os solos doados, instalou uma cerca e começaram a plantar. Sessenta canteiros foram plantados com vegetais e em seguida, árvores e fronteiras herbáceas  foram adicionadas.

Pessoas de todos os outros cinco bairros viram o que poderia ser feito e queriam informações sobre como iniciar projetos semelhantes.

O High Line é um parque suspenso construído onde antigamente funcionava um ferrovia. Ela levantou tráfego de mercadorias a 30 pés do chão, removendo trens perigosos das maiores ruas do distrito de Manhattan.  Quando a estrutura histórica estava sob ameaça de demolição, uma comunidade baseada em grupo sem fins lucrativos, formada em 1999 conhecida como “Amigos da High Line”, trabalhou em parceria com a cidade de Nova York para preservar e manter a estrutura como um parque elevado público.

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Eis um bairro totalmente desprovido de atrações turísticas. Talvez por isso seja tão bacana. Chelsea entrou na moda nos anos 90, com a migração de galerias vindas do Soho e a caracterização do bairro como reduto gay. Hoje o lugar permanece, diversificado, mas não tem mais cara de gueto (a alta dos aluguéis e o fenômeno que os anglos chamam de gentrification, e que a gente pode traduzir livremente por encaretamento).

Soho é a abreviatura de “south of Houston” — ou seja, ao sul da rua Houston (diga: Ráuston). O bairro surgiu no meio do século 19, com prédios que faziam uso de estruturas de ferro fundido. Nos anos 70, decadente, o lugar foi adotado por artistas, que inventaram ali o conceito de “loft”. No fim dos anos 80 se tornou endereço de galerias de arte e grifes de vanguarda.

West Village, um dos pedaços mais fotogênicos de Manhattan: townhouses de tijolinhos, ruas arborizadas, jardins perfeitinhos, lojas bacanas.

O lugar favorito para quem quer se perder em uma tarde de sábado. Escapando da estrutura de grade formal que domina o norte da Rua 14, vagando pelas ruas de Greenwich Village da a sensação de estar escapando de Nova York em alguma cidade pequena Europeia.

Muitas ruas estão repletas de lojas, e enquanto a Gap e Virgin Records ainda podem ser encontrados, há muitas lojas de propriedade independente e restaurantes para descobrir. Quando você teve visões o suficiente de edifícios altos de Manhattan e multidões agitadas, Greenwich Village oferece uma pausa grande, com um toque mais calmo, mais administrável, e os edifícios mais curto de Greenwich Village permiti que mais luz do sol possa chegar às ruas.

Existem muitos pátios e pequenos jardins secretos aninhados entre moradias nos blocos residenciais de Greenwich Village.

Bob Dylan se refere a Greenwich Village em muitas canções, o bairro é conhecido por ser o lar de muitos artistas, escritores e músicos. West Village foi o teatro para muitos escritores como Allen Ginsberg, Jack Keruouac e William Burroughs.

Tenho uma confissão a fazer, que Blair Waldorf não me ouça, mas eu trocaria fácil a Upper East Side por qualquer um desses bairros !

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